segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Continues & Game Overs #35 | Pillars of Eternity


Jogos de RPG sempre fazem sucesso, Skyrim está aí para nos mostrar isso, mas vamos concordar, muito disso que temos hoje, nasceu lá trás em 1974, pelo mestre Gary Gygax. Então quando os jogos eletrônicos começaram a crescer mais, essa temática medieval invadiu de vez, com jogos como WoW, Castlevania entre muitos outros. Hoje em dia isso não é mais tão comum, mas havia uma certa "rixa" entre os fãs de RPG de mesa e os de RPG eletrônico, com os primeiros dizendo que RPGs eletrônicos jamais se equiparariam aos jogos de mesa, onde você não tem os limites impostos da máquina, mas isso mudou muito, quando foi lançado Baldur's Gate em 1998, pela Bioware, trazendo aquele universo da mesa para o PC, com suas decisões afetando diretamente a direção do jogo. Hoje em dia a franquia não possui mais a mesma força, mas um jogo lançado em 2015 reviveu esse estilo de RPG, que para mim é o que mais se assemelha ao RPG de mesa, um jogo chamado Pillars of Eternity, considerado o sucessor espiritual de Baldur's Gate.


O jogo já se inicia da maneira como estamos acostumados, após a introdução, já somos levados para a tela de criação de personagem, para quem já joga RPG, algumas das raças são reconhecias de cara, como elfos, anões e humanos, mas também apresenta algumas raças novas como os aumaua, godlike e os orlans. Essa parte da criação é bem interessante, pois existem variantes dentro das próprias raças, como por exemplo os anões, que se dividem entre os anões das montanhas e os das planícies, e essa escolha define algumas das habilidades que você recebe. As classes são velhas conhecidas pelos que jogaram D&D, com exceção do Cipher e do Chant, todas parecem ter sido retiradas do livro básico de D&D, com progressão de níveis, talentos, pericias, tudo ali, quase idêntico ao RPG de mesa.

Agora vamos para o gameplay, o estilo de câmera dele é isométrico, como o próprio Baldur's Gate ou o Diablo, quem já jogou algum título desse estilo vai se familiarizar na hora, e o estilo que o jogo é levado foi o que mais me surpreendeu, além da dublagem dos personagens (que está muito boa), existem momentos que surge um narrador para contar a história, desde pontos importantes até mesmo para descrever a reação de personagens, isso veio totalmente do RPG de mesa, dando a impressão de que tem um Mestre ali com você, conduzindo a aventura. O sistema de combate dele é em tempo real, mas você pode pausar a luta caso queira pensar em alguma estrategia antes de cair na porrada. O jogo possui um sistema de party também, pois assim como um bom RPG, você precisa de um bom grupo.

RPGs é um dos gêneros mais famosos nos videogames, com diversos títulos lançados todos os anos, sejam eles de franquias famosas ou vindos de produtoras indies, mas poucos conseguem o que títulos como Pillars of Eternity trouxe, usar a plataforma digital, mas ainda assim te deixar com a sensação de que está jogando um RPG de mesa com amigos.

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