quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Etc & Tal #23 | Faces Trocadas - Mídias Diferentes, Etnias Diferentes



Tocha Humana é loiro dos olhos azuis! Pantera Negra é negro! Mary Jane não é negra! O "L" também não é negro! Sim, ultimamente temos visto muito isso. Personagens tem suas etnias trocadas, e os motivos são os mais variados possíveis. Isto está certo ou errado?

Sim, quando pelos motivos certos e quando não tentam insultar a inteligência e bom senso de nós, espectadores, pode ser tolerado e até sair algo muito bom. Mas é claro que isso não acontece com frequência. No último filme do Quarteto Fantástico, onde foi tudo rebootado, com novos atores e história, Tocha Humana passou a ser negro e a Sue Storm, virou uma garota adotado, mantendo sua etnia. Pra que isso? O filme é extremamente ruim e isso não ajudou em nada na história, apenas foi jogado na cara de quem assiste. Na maioria das obras adaptadas para o cinema, tudo já está pronto, basta transferir aquilo de uma maneira aceitável para as telas, mas há sempre a liberdade criativa e que geralmente estraga tudo. Então ao invés de trocar etnia de personagem e criar 1001 histórias, que tal fazer um filme bom?

Este tipo de mudança não deve ser gratuita, não se deve ser feita a torto e a direito, apenas para deixar uma marca no filme ou causar alvoroço e polêmica. Zendaya pode ser a Mary Jane, até porque sutilmente pode significar a diversidade étnica no Queens. O problema aqui é que quando se muda algo assim, muitas vezes estão mexendo com personagens consagrados. Embora eu ainda não lido Preacher, achei que funcionou perfeitamente a atriz que fez a Tulipa na série, ao invés de uma loira dos olhos azuis, uma latina de pele morena. Funciona, não é gratuito e é sutil.



Estamos agora esperando a adaptação de Death Note pela Netflix, que já anunciou a mudança étnica do detetive "L". O serviço de streaming geralmente produz obras realmente boas, então vamos acreditar que a mudança fará sentido (tenhamos fé).

Não estou dizendo que é errado, talvez as vezes novos olhares para velhas histórias seja uma boa, mas tudo tem que ser feito com bom senso e ter um porquê, não basta mudar apenas para se destacar dos demais, afinal, é melhor estar em evidência por ser bom ou porque fez um trabalho lastimável?

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